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Jubilado

O pensamento não se reforma.

Monstro sem cabeça

30.01.18

Há apenas um século a política do Estado era preponderante. A opinião das multidões era irrelevante. Actualmente as exigências das massas são fundamentais e muito nítidas. No entanto as suas reivindicações nem sempre são racionais. São motivadas pela sua propensão para a acção imediata e pela sua desmesurada força. A tirania dos opressores é semelhante às exigências das multidões.

O poder das multidões não para de crescer. Muitas vezes brutal e inconsciente esse poder transformador é também ele destruidor. A falta de perspectivas num futuro próximo cria uma desordem de consequências imprevisíveis. As multidões podem ser heróicas e virtuosas ou podem ser criminosas. Quem, inconscientemente, domina as multidões também não quer ser governado por elas. Os impulsos são subjugados pelas emoções. A multidão é um monstro sem cabeça.

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