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Jubilado

O pensamento não se reforma.

Fazem falta

16.01.18

 

Pessoas que caminhem devagar e, ainda assim, sejam pontuais. Que não precisem sempre e urgentemente de fazer ou atender só mais uma chamadinha. Para quem a televisão não seja uma companhia. Que contem histórias. Que leiam muito mas não papem livros. Pessoas que digam a verdade no tempo que lhe cabe, de modo a poderem viver em paz com o silêncio. Que vejam o nascer do sol como uma novidade e e as fases da lua como revelações. Que tenham a coragem de desfazer nós para criar laços. Que tenham percebido que o envolvimento é valor mais honesto do que o compromisso. Que prefiram suportar a amargura de quem amam do que a simpatia de um mau caráter. Que não julguem corações abertos. Que não façam publicidade aos seus atos de voluntariado. Que conheçam e gozem verdadeiramente os seus direitos e por isso não lhes pesem os deveres. Pessoas que não planeiem a eternidade. Que ambicionem muito mas não esperem nada. Que não cumpram, antes realizem. Que não se presumam credoras de Deus, do destino e do Governo. 
Fazem-me falta, em certos dias fazem-me mesmo muita falta pessoas que realmente vivam em liberdade. E, por causa disso, saem-me textos piegas e absolutamente inúteis como este.
 
 
Autora desconhecida
 

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