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Jubilado

O pensamento não se reforma.

A dor é como o vinho

24.05.18

A engenharia da conduta é criadora de conhecimento e faz-nos crescer com as dificuldades. A ordem, a perseverança, a vontade e a motivação minimizam os fracassos e valorizam os sucessos. A felicidade não é um estado perfeito e permanente, mas sim um balanço positivo da existência. Contudo a personalidade depressiva é permanente e duradoura porque desde sempre o pensamento foi, e continua a ser, negativo. O difícil foi sempre mais preponderante que o fácil porque, na sua mente, os aspectos negativos são sempre superiores aos positivos.

A alegria está a cima do prazer, mas abaixo da felicidade. A doença da tristeza provoca desencanto, falta de ânimo e frustração.  A vontade é a capacidade de adiar a recompensa, mas quando não se tem ânimo não se tem vontade de fazer nada. O aborrecimento e a intensidade da indiferença são quase insuportáveis.

A felicidade consiste em ter metas. Quem não as tem deixa de ter expectativas e assim corre o risco de ficar aprisionado ao passado. Há uma ruptura com o mundo exterior porque a depressão alimenta-se a si própria através da apatia e do isolamento. É o triunfo da passividade.

A dor é como o vinho. Pode ser estimulante se for bebida em pequenas quantidades, mas quando se ultrapassa um certo limite a dor pode embriagar-nos e aprofundar negativamente a realidade.

Eu deixei de beber, quando encontrei o limite do desespero e do vazio. A esperança é o verdadeiro sustentáculo da vida que resulta da confiança que possuímos em nós próprios.

A existência sempre foi uma soma de projectos.  

 

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