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Jubilado

O pensamento não se reforma.

As nossas crenças.

08.11.18

As emoções são forças inconscientes que nos motivam a agir. São espontâneas e por isso escapam ao nosso controlo. São um comboio desgovernado. As pessoas que nos rodeiam podem, ou não, entendê-las. Os sentimentos são as nossas próprias interpretações dessas mesmas emoções. Se somos conscientes daquilo que sentimos também somos cientes das nossas decisões e condutas.

Estamos rodeados de pessoas, de estímulos e de informação, mas os comportamentos que copiamos, das acções que observamos, fazem parte do nosso próprio modelo de conduta. Os preconceitos que assimilamos também foram reproduzidos por outros que tiveram os mesmos professores e amigos. Todos fomos educados para ser obedientes e obrigados a cumprir regras mesmo que isso vá contra os nossos princípios morais e, talvez por isso, os grupos predominantes exercem a sua influência sobre a conformada maioria. A capacidade individual de pensar é formada pelas experiências e interacções sociais que vivemos. Só compreendemos o que descobrimos por nós mesmos. Não tenho ilusões, somos nós que criamos e escolhemos as nossas crenças.

Ao reflectir sobre a vida, e sobre a realidade da morte, compreendo cada vez melhor todos aqueles ultrapassam e superaram o seu próprio desespero.

 

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Os dons da ansiedade

23.07.18

A ansiedade sempre impulsionou o homem a dar o máximo de si. A ansiedade alimenta-se da coragem, da fúria e da teimosia. Antecipa os perigos que nos ameaçam e subtilmente, ou inesperadamente, provoca uma inquietação que nos faz interrogar e elevar perante o desconhecido. A ansiedade patológica cria medos, sofrimento e inquietações injustificadas e inúteis, mas o optimismo fundado na esperança credível é um ansiolítico inato. Enfrentar as dificuldades e os medos eficazmente através da atitude e iniciativa própria é um desafio, mas também é um dever. Perante as incertezas nada melhor que a reorientação para objectivos úteis e concretos de forma a encontrar o melhor progresso ou o menor prejuízo.  É tão simples como isso. Aceitar, passivamente, o que não se consegue mudar é recuperar a segurança e a liberdade onde reside o medo e a incerteza.

A existência sempre foi uma soma de projectos.  

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Os computadores estão cada vez mais inteligentes

01.06.18

A generalização da futilidade e a propagação da bisbilhotice dizem que é atribuída ao ócio que se foi instalando depois das privações da segunda guerra mundial. Hoje vigora a supremacia das imagens passageiras. Estas venceram indiscutivelmente as ideias porque a forma é sempre melhor que o conteúdo. A publicidade cria modas inconstantes de aparência e de diversão. As pessoas não têm memória, consciência e remorsos. A novidade, seja ela qual for, é sobrevalorizada. A informação é superficial, obviamente, porque está concentrada no espectáculo que se pretende que seja diário, abundante e quanto mais escabroso melhor.

Os computadores estão cada vez mais inteligentes, mas as pessoas estão cada vez mais estúpidas. É a civilização do espectáculo.

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A dor é como o vinho

24.05.18

A engenharia da conduta é criadora de conhecimento e faz-nos crescer com as dificuldades. A ordem, a perseverança, a vontade e a motivação minimizam os fracassos e valorizam os sucessos. A felicidade não é um estado perfeito e permanente, mas sim um balanço positivo da existência. Contudo a personalidade depressiva é permanente e duradoura porque desde sempre o pensamento foi, e continua a ser, negativo. O difícil foi sempre mais preponderante que o fácil porque, na sua mente, os aspectos negativos são sempre superiores aos positivos.

A alegria está a cima do prazer, mas abaixo da felicidade. A doença da tristeza provoca desencanto, falta de ânimo e frustração.  A vontade é a capacidade de adiar a recompensa, mas quando não se tem ânimo não se tem vontade de fazer nada. O aborrecimento e a intensidade da indiferença são quase insuportáveis.

A felicidade consiste em ter metas. Quem não as tem deixa de ter expectativas e assim corre o risco de ficar aprisionado ao passado. Há uma ruptura com o mundo exterior porque a depressão alimenta-se a si própria através da apatia e do isolamento. É o triunfo da passividade.

A dor é como o vinho. Pode ser estimulante se for bebida em pequenas quantidades, mas quando se ultrapassa um certo limite a dor pode embriagar-nos e aprofundar negativamente a realidade.

Eu deixei de beber, quando encontrei o limite do desespero e do vazio. A esperança é o verdadeiro sustentáculo da vida que resulta da confiança que possuímos em nós próprios.

A existência sempre foi uma soma de projectos.  

 

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Aos incapazes de olhar para além de si

23.05.18

Pessoas que são mentirosas compulsivas e mentem em qualquer tipo de relação para manter o seu mundo intocável. Pessoas que fazem tudo para evitar reconhecer as suas próprias falhas, as suas limitações, as suas dificuldades ou os seus erros. Pessoas que usam sempre o outro para atingir os seus próprios fins. Pessoas controladoras que não suportam perder. Pessoas que sofrem de inveja patológica e que por isso denigrem a imagem daqueles que cobiçam. Pessoas que são incapazes de identificar e de compreender o estado de espírito daqueles com quem se relacionam, sejam as suas emoções ou os seus sentimentos. Pessoas que olham sempre para os outros como objectos e nunca sujeitos. Pessoas que não possuem juízo crítico, mas que nunca hesitam em culpabilizar sempre os demais. Pessoas que manipulam situações de acordo com seus próprios interesses, mesmo que em jogo estejam também as expectativas de outras pessoas. Pessoas arrogantes e prepotentes. Pessoas que acreditam terem consigo toda verdade.

A essas pessoas dedico esta frase memorável retirada do célebre livro O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry.

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A única solução

28.04.18

Não se pode viver sem esperança mesmo quando não se percebe o que está a acontecer. Mesmo quando o que nos motivava já não seja tão interessante ou os pensamentos pesem mais que o próprio corpo. Mesmo quando a frustração não para de crescer e atingimos o cúmulo da apatia. Se a tristeza é permanente e a irritação é constante, paciência. As emoções são livres e a resignação sempre é uma forma menor de desespero. A instabilidade emocional é garantida e tudo aquilo que não aceitamos torna-se mais forte.

Antes de ser fácil tudo é um problema. A paciência é mesmo a única solução para os males que não têm solução.

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Viver as nossas melhores possibilidades

16.04.18

A idade pacifica. Ninguém amadurece sem sofrer. Pensamos antes de falar e temos segurança na insegurança. Aprende-se a dizer NÃO e a darmos prioridade a nós mesmos. O passado agora está bem arrumado nas gavetas da nossa mente e convivemos melhor com a nossa desorganização interna. Procuramos mais o sossego e encontramos mais a paz quando vergamos a impulsividade.

Fazemos mais pelas soluções do que pelos os problemas. Não planeamos rotas porque nos limitamos apenas a caminhar. Não esperamos as melhores oportunidades porque estamos a viver as nossas melhores possibilidades. Aceitar, simplificar e enfrentar é um hábito.

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Quero apear-me já aqui

28.03.18

Acreditamos estupidamente que somos donos do tempo e do espaço. Circulamos a alta velocidade pelas autoestradas da informação e sem sair de casa fazemos quase tudo, virtualmente. Num mundo em que quase ninguém se toca literalmente, e que fica cada vez mais doente por essa razão, investimos pouco emocionalmente. Negociamos racionalmente e apostamos em áreas de bem-estar de baixo risco.

Há dias que desejo profundamente que a Terra pare o seu movimento de rotação. Quero apear-me já aqui.

 

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O medo é uma ilusão enquanto não se enfrenta

09.03.18

Somos possuídos por coisas que nos ultrapassam. Certos sentimentos não se entendem. Sentem-se. São reais porque se podem confirmar através dos sentidos. Não são casuais. A passagem do tempo apenas os torna mais fortes.

Assim nasce a obsessão que se alimenta do desespero e do tempo. Mesmo sendo disciplinado não podemos controlar as nossas emoções, mas somos responsáveis por elas. Criamos o que vivemos sob a forma de sentimentos, pensamentos ou imagens. Na nossa imaginação.

No entanto, se conhecemos as nossas crenças e se somos responsáveis pela nossa vida possuímos o intelecto e a sabedoria para recuperar as respostas que estão ao nosso alcance.        

Somos propensos a errar. O medo é uma ilusão enquanto não se enfrenta.

 

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Ignorar o óbvio

05.03.18

Dizem que o egoísmo concentra todos os afectos em si próprio. Já olhei com repugnância para os egoístas. Hoje em dia apenas os ignoro. Aliás, a realidade centrada no interesse pessoal que não se coloca em bicos de pés, e não prejudica ninguém, acho mesmo saudável e necessária. Um carácter forte nem sempre pede desculpa porque não é sempre robusto. O orgulho e a teimosia fazem o resto. Obstinados e cegos com a imagem que possuem de si próprios ceder apenas pode ser uma fraqueza obviamente. Reconhecer os seus erros não é fácil, mas revela dignidade.

É compreensível ser distante e intolerante, mas devemos aceitar os defeitos dos outros. O medo de ser novamente magoado prevalece, mas torna-se num tormento e num castigo para quem vive ao seu lado. Ocasionalmente surge alguém menos mau e percebemos também que não somos tão bons como presumimos.      

Quem é vítima do mal procura ajuda para o vencer.

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